quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Amor com Amor se Paga

    Humana sabedoria que corrói e
    discorre da vida.

    Humana fragilidade do ter, querer
    e possuir.

    Vinde  tempos insanos, onde o poder
    impera.

    Amor com amor se paga!

    Não possua, sinta...
    Não temas, viva...

    Humana debilidade, jogada ao
    esquecimento infundado, mentiras.

    Ignorância senil, que impera e
    desespera corações.

    Amor com amor se paga!
    Amor amore compensatur!

    Vinde óh eterna compaixão...
    Principia uma revolução...

    Humana veracidade...
    Humana liberdade...

    Boas novas ou velhas máximas?

    Humana felicidade...
    Humana sencibilidade...

    De verdade!

    Amor com amor se paga!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Fallitur Visio

    Doce menina de lânguido olhar,
    pele alva e de lisos fios de ouro.

    De alabastrino sorriso e melódica
    voz.

    Apaixonante e delicada!

    Coração de pedra impenetrável de
    fel incomparável.

    Ternura epidermica de interior
    embrutecido, decepcionado,
    desapontado, desenganado.

    Doce menina de alabastrino sorriso
    e melódica voz.

- Fallitur Visio!
- As aparências enganam!

Alvorar

    Desconcertante modo de ver,
    intrigante modo de encontrar.

    Perene o sentimento, calado,
    sufocado, recluso.

    Destemido olhar fugaz, para onde
    foste?

    Intrépido sorriso, calaste?

    Ocluso ficou, guardado na
    nostalgia...

    Faminto não mais, letargo gentil...

    Célere passagem de vidas cruzadas,
    instantântaneo momento de vários
    momentos.

    Desconcertante e resoluto, brado
    silencioso, unilateral.

    Desarraigar, vislumbrar uma aurora,
    seguir...

    Transmutar e acordar, titumbiar, cair e
    levantar, sacudir, soprar e respirar.

- Alvorar...
- Olhar...
- Sentir...

    Livre, brisa divina um futuro virgem!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Perpetuar

    Doravante a busca é outra.
    Doravante, o lírio floresceu.

    A lama e o mangue, a costa leste
    de uma vida... largada.

    Flutuando sobre imensa porção
    notória de dúvidas sensoriais.

    Desacordado, embriagada
    forma etérea, esterica.

    Doravante não mais, pássaro a
    voar, alto...

    Águia soberana de asas longas em
    alcalinos vôos longínquos.

    A perenizar a paz em cada vôo,
    romagem, passagem astral.

    Perpetuar, celebrizar, amar por
    fim sonhar...

    Viver!

     

Libertas Quae Sera Tamem

    Dois pontos, duas vidas!
    Dois mundos, duas visões!

    Amorfa singularidade, respeitosa
    dúvida etérea.

    Sodomizada entre pensamentos a
    perpetuar a comiseração.

    Libertas Quae Sera Tamem, tardio
    o modo de ver.

    Julgado e eternizado, todavia
    esperado.

    Recôncavo de um ser, de um querer,
    de ter.

    Facciosismo doentio, cólera infundada,
    decrescente à findar.

    Elucidação perpetuada, um giroscópio
    na ternura da veracidade.