terça-feira, 29 de maio de 2018

Sensatez Divina

    Aberto no espaço, um buraco,
    um vórtex, uma via lactea de
    distância.

    Aberto no espaço, uma vontade
    imensa, uma gana de voltar.

    Retroceder no tempo físico,e no
    no plano astral.

    Viajar aos primórdios, dar a
    volta nos relógios.

    Uma curva no espaço- tempo.
    Uma corda cósmica, a impulsionar
    o par.

    Encontrar, encarar olho a olho,
    dedilhar, sentir o tato.

    Do mindinho ao polegar!
  
    Um toque epidermico...
    Um começo...

    Uma sensatez divina...

   

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Levanta-te

    Descobertas flamejantes, de fugazes
    intereces.
    Disposta e indigesta, coloquial forma
    amorfa de sentimentos.

    Um medo absurdo de ver, uma
    telemetria distorcida, do andar
    para frente.   

    Pânico do reagir, insegura forma,
    fórmula para não sofrer.

    Sofrida alma, de coração partido.
    Sofrido ser, quê cego não vê
    um horizonte além do oceano da
    dor.

    Transmute o pobre criatura...
    Sinta a brisa do novo...

    Recoloque a coloquial calma do
    despertar da bela aurora borial .
    Recoloque o amor, que engrandece
    o coração.

    Levanta-te,  há muito ainda o que
    viver...

   

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Declarações

    Missivas trocadas, palavras recitadas.
    Missivas abertas, de um lado ao
    outro.

    De verbo ad verbum..
    Palavra por palavra...

    Pensamentos  imortalizados,
    documentados!

    No puro e alvo papel...
    Id albis papirus...

    Conexões translúcidas, de fortes
    emoções.
    Inquebrantável alusão.

    Falar, apenas falar...    
    Ler, e sorver apenas as boas novas!

    Tatear e reinventar, gostando do quê
     vê. 
     Sedento por querer...

    De verbo ad verbum, escrita palavra
    por palavra...

    Felix culpa... ( Feliz culpa...)
    In posterum... ( No futuro...)
    Amor vicint omnia!

    O amor, vence todas as coisas!

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Pseudônimo Livremente

    Como não amar, o dia sem a noite?
    Como não amar  paz após a dor?

    Como não sofrer, sem um afago?
    Como não sofrer,sem um sorriso?

    Dia a dia, um despertar e a cada
    noite, sonhar...
  
    Livremente sonhar, livremente ver...
    Livremente amar, e livremente escutar.

    Um nome simples " Livremente " a
    decorrer da vida, como ela é ou
    como ela foi.

    Livremente a entender o paradoxo,
    o bocejar de um novo acalentar.
    A cada vírgula, a cada palavra
    proferida.

    Reacender a chama...

    Reavivar a lareira quase adormecida.

    A cada sopro...
    A cada aurora...
    A cada...
    Bom dia!
   

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Desnuda Alma

    Desnuda alma de toda a eternidade,
    ab aeterno, valsar sobre mares
    líricos, do bem e do mal.

    Desnuda à vida, maldita fome do
    ouro, aurea sacra fames, a perseguir
    os córregos venais, do intelecto ao
   ser profundo.

    Desnuda a palavra, até o extremo,
    ad extremmum, perdoar...(se permitir)

    Desnuda força, pungente e inerente,
    a transformar a semente em muda.

    Desnuda forma vivente, de múltiplas
    chances, múltiplas formar e múltiplos
    amores.

    Desnuda-te e viva, reviva!
    Escolha... ame!
    Chore... de felicidade!

    E desnuda siga pela vida.
    Desnuda sempre...
    Altiva do teu ser!
    Desnuda e completa.