quarta-feira, 7 de junho de 2017

Abrir a Porta

    Abrir a porta do coração, sentir
    o calor das boas novas.
    Abrir a porta do coração, viver
    um novo querer.

    Cume maravilhoso de feliz
    descobrimento.
    Montanha russa de sentimentos!

    Delírio  momentâneo de vários
    segundos, minutos; horas...

    Coração aberto, voando certo,
    acertando na mosca.
    Buscando o alvo, traçando a rota
    e flechando o peito!

    Abrindo a porta do coração, renovar
    as possibilidades, sorrir, notoriamente
    rir...

    Rir para a vida, rir para a morte,
    rir para o dia e rir para a noite .

    Perspicácia de modo vivente,
    coerente, ardente.

    Abrir a porta do coração e amar
    loucamente, como se o amanhã
    fosse ontem!
   
  
 

Te Amo

    Te amo de graça, puro assim.
    Te amo, pois não sei outra maneira
    de te ver.

    Te amo em tua pureza,  coração e
    alma!
    Te amo, por amar...

    No escuro da noite, ou no clarão
    do dia, te amo!

    Pois amar, é a síntese do querer
    divino de Deus.

    Te amo, porque  te conheci, e vi que
    mesmo ao léu existe um ponto
    onde se segurar, e por fim chorar...

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Verdadeiro Amor

    Amor, verdadeiro amor, puro real.
    Como será?

    Livre de cobranças, leve como uma
    dança.
    Forte como um touro, delicado
    como flor.

    Nada pede em troca, dando fortemente
    a chama que acalenta!
    Ou será?

    Como jovens enamorados vivendo
    intensamente, sofrendo a dúbia
    arte dos rompantes emocionais .
    Pode ser?

    A calmaria de meia idade, caminhar
    de mãos dadas, uma volta no parque.
    Perpetuando os segundos em um belo
    fim de tarde!
    Talvez?

    A paz da terceira idade.
    Um sorvete compartilhado, um apelido
    engraçado, um olhar infantil  em
    rosto já cansado.

    Amor, verdadeiro amor!
    Uma mistura de tudo, em um
    equilíbrio surreal.

    Amor, verdadeiro amor!

    Vivo, presente nunca divergente,
    sem dor...
    Somente Amor!
   
  

Olhar

    Límpido olhar, luz a brilhar, piscar,
    sucitar...

    Litúrgica forma, inocentada
    inocência infantil.

    Diluída na serenidade finita do
    amanhã.

    Embebida no véu da noite, despida 
    da maldade alheia.

    Vínculo celestial, duradoura
    alquimia carnal...

    Límpido olhar, negros olhos
    brilhantes, vivos.

    Divindade eviterna de oclusa
    manifestação, timidez em evolução,
    revolução.

    Sucitada na magia de ser você!
    Acordada na beleza do teu ser!

    Olhar...
    Gostar...
    Vivênciar...

    Límpido olhar, ternura de olhar.
    Límpido ser, amo você!

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Tarde

    Uma tarde qualquer, calor vivo
    em um sonoro boa tarde.

    Celestial céu de anís e amigos
    a gozar de uma boa prosa, de um
    bom trago, um bom papo!

    Uma tarde qualquer, sonoras
    gargalhadas de vidas a sorver
    da futilidade diária.

    Tarde ínfima e infinita a pensar em
    ti, a sentir você.

    Lembrar dos júbilos, das juras,
    dos tratos abstratos.

    Sorver das horas, a observar a
    beleza de te amar.

    Sonhar e acordar...

    Uma tarde qualquer, te encontrar,
    reviver, viver.

    Te amar!!!

Palavras Ditas

    Palavras ditas, sentimentos expostos
    em versos...

    Palavras ditas, coração a pulsar em
    frenética batida...

    Um júbilo inconsequente, consciente,
    presente!

    Vergonha do dito, vergonha do
    ocorrido, diluído no prazer de te amar.

    Heroicamente sentindo o tremor do
    não saber.

    Heroicamente vendo a dor da
    incerteza.

    Voando sobre a insegurança da
    dúvida, embevecida em felizes goles
    de fidelidade.

    Palavras ditas, bem ditas, proferidas
    em lampejos harmônicos.

    Suscitando o enigma!
    Crucificando as dúvidas!
    Menosprezando os fatos!

    Palavras e somente palavras, amar
    e te amar, fato à esperar...

Um Par

    Sentir a verdade em um limiar
    duvidoso, jocoso e zombeteiro.

    Sentir as dúvidas permearem a
    Inconsequência consequente de
    de um amor.

    Sentir o grito, o vozear sonoro das
    perguntas ecoadas.

    Um pressagiar atônito de uma 
    paquera púbere.

    Um desenrolar morredoiro de
    jovens apaixonados.

    Sentimento impoluto, avultado
    na nobreza infante.

    Sentimento berrante, alcunhado
    carinhosamente de romance.

    Romance astral de pureza sensorial,
    uma beleza angelical.

    Sentir  a verdade, juntos um somar,
    nós... A delongar o enigma de ser
    um par.
   

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Anjo- Mulher

    Celestial alma, pulsante fervor,
    latente ser, imune a dor.

    Pitoresca forma angelical, ternura
    sublime e incomparável.

    Incontestável criatura de forte
    estrutura, tênue estatura.

    Formosa robustez, pequena e
    feminina.

    Distinta singularidade, envolucro
    de bondade.

    Desvanecida, escondida, submetida
    a esvanecer e proteger.

    Magnificente ser almejado, esperado,
    glorificado!

    Celestial alma, pulsante fervor, latente
    ser, mulher...

    Cálido olhar, frescor matinal em brizas
    e em sons.

    Mulher, tu és, serás e sempre serás
    o anjo a encantar!
 

Somente Você

    Tamanha beleza, singularidade
    ímpar de um ser.

    Tamanha fortaleza, inigualável
    forma de ter.

    Forte no olhar, ternura secular á
    ludibriar a dor em semblantes á
    apaziguar.

    Sim ó tênue pessoa, de força
    hercúlea e frágil sentimento.

    Voa alma livre, busque a felicidade,
    pois o amor está ao lado!

    Renascendo a diário, como uma
    gota de orvalho.

    Tímido mas presente, latente e
    envolvente.

    Eres tú sem saber, força pungente
    a clamar, a gritar e sonhar...

    Liricamente, sonhar e acordar...
    Liricamente, cantar sem desafinar...
    Liricamente, amar e ser amada...

    Hoje é sempre,  sem piscar.

    Tamanha beleza, oculta e difuza,
    insegura, uma fortaleza.

    Você, somente você, desse modo,
    com defeito mas... perfeita!

quarta-feira, 1 de março de 2017

Descontruir e Construir

    De caco em caco, de grão em grão.

    Do pó ao pó e da verdade, somente
    a veracidade.

    Dia a dia, noite pós noite, flagelo
    destemido a sobrevoar a alma!

    Saudade irrefutável, tétrica melodia,
    melancólica falta de olhares.

    De caco a caco, de sonho em sonho,
    saltitar, perseverar.

    Amar, palpável ou dúvida inseparável?
    Amor, um fato ou enfadonha
    esperança?

    Cruzar os olhares, sorrisos amarelos
    pós turbilhão emocional, irracional.

    Crianças a brincar com o perigo,
    com o delírio!

    Do pó ao pó e da verdade, somente
    nós.
   
    A buscar, a perdoar, a sanar corações...
    A ludibriar o passado, a evocar um
    começo.

  - Real...
  - Tangível...

    De caco a caco e do pó ao pó!

    Carinho, verdadeiro caminho...
    Sorrindo, infante sentimento.

    Renasceu, brotou!

    Do pó ao corpo, e da verdade , nós
    a caminhar.

    Furtiva visão, delírio e emoção...
    Mãos, braços e pele...

    Do caco a reconstrução!

    E da vida o sorver feliz...
    Realidade, eterna...

    Eterna realidade!

   

Ex Corde

    De coração a emoção, retaliação,
    indulgência e sapiência.

    Dúbia essência, turva a aparência.

    De coração a renovação, solidão
    acompanhada.

    Estereotipada face interna, oclusa
    forma de amar.

    Insana e agradável, amar e
    simplesmente amar!

    De coração...
    Ex Corde!

    Pelos séculos dos séculos...
    In Saecula Saeculorum!

    De coração a esperar, reclamar tua
    falta, chorar.

    Aguardar, refutar, acalentar
    prazerosamente a falta do par, do
    estar  e clamar.

    De coração...
    De ilusão...

    Simples emoção!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Amor com Amor se Paga

    Humana sabedoria que corrói e
    discorre da vida.

    Humana fragilidade do ter, querer
    e possuir.

    Vinde  tempos insanos, onde o poder
    impera.

    Amor com amor se paga!

    Não possua, sinta...
    Não temas, viva...

    Humana debilidade, jogada ao
    esquecimento infundado, mentiras.

    Ignorância senil, que impera e
    desespera corações.

    Amor com amor se paga!
    Amor amore compensatur!

    Vinde óh eterna compaixão...
    Principia uma revolução...

    Humana veracidade...
    Humana liberdade...

    Boas novas ou velhas máximas?

    Humana felicidade...
    Humana sencibilidade...

    De verdade!

    Amor com amor se paga!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Fallitur Visio

    Doce menina de lânguido olhar,
    pele alva e de lisos fios de ouro.

    De alabastrino sorriso e melódica
    voz.

    Apaixonante e delicada!

    Coração de pedra impenetrável de
    fel incomparável.

    Ternura epidermica de interior
    embrutecido, decepcionado,
    desapontado, desenganado.

    Doce menina de alabastrino sorriso
    e melódica voz.

- Fallitur Visio!
- As aparências enganam!

Alvorar

    Desconcertante modo de ver,
    intrigante modo de encontrar.

    Perene o sentimento, calado,
    sufocado, recluso.

    Destemido olhar fugaz, para onde
    foste?

    Intrépido sorriso, calaste?

    Ocluso ficou, guardado na
    nostalgia...

    Faminto não mais, letargo gentil...

    Célere passagem de vidas cruzadas,
    instantântaneo momento de vários
    momentos.

    Desconcertante e resoluto, brado
    silencioso, unilateral.

    Desarraigar, vislumbrar uma aurora,
    seguir...

    Transmutar e acordar, titumbiar, cair e
    levantar, sacudir, soprar e respirar.

- Alvorar...
- Olhar...
- Sentir...

    Livre, brisa divina um futuro virgem!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Perpetuar

    Doravante a busca é outra.
    Doravante, o lírio floresceu.

    A lama e o mangue, a costa leste
    de uma vida... largada.

    Flutuando sobre imensa porção
    notória de dúvidas sensoriais.

    Desacordado, embriagada
    forma etérea, esterica.

    Doravante não mais, pássaro a
    voar, alto...

    Águia soberana de asas longas em
    alcalinos vôos longínquos.

    A perenizar a paz em cada vôo,
    romagem, passagem astral.

    Perpetuar, celebrizar, amar por
    fim sonhar...

    Viver!

     

Libertas Quae Sera Tamem

    Dois pontos, duas vidas!
    Dois mundos, duas visões!

    Amorfa singularidade, respeitosa
    dúvida etérea.

    Sodomizada entre pensamentos a
    perpetuar a comiseração.

    Libertas Quae Sera Tamem, tardio
    o modo de ver.

    Julgado e eternizado, todavia
    esperado.

    Recôncavo de um ser, de um querer,
    de ter.

    Facciosismo doentio, cólera infundada,
    decrescente à findar.

    Elucidação perpetuada, um giroscópio
    na ternura da veracidade.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Renascer

    Gritos selvagens no escuro, a dor
    da morte?

    Asneira!

    Um pranto alegre, vivo se instalou
    em um ventre impoluto.

    Faceiro, com a vivacidade da jovem
    a esperar!

    Renascer,  aprendizado ou mórbida
    inutilidade?

    Pensamento difuso...

    Besteira!

    Durou como tarda o chegar da
    primavera.

    Em cores alegres, multicores de
    tentações alopradas.

    O vício de rir do platônico,
    repetidamente a fluir dos nossos
    lábios.

    Os olhares libidinosos, em desejos
    obscenos.

    Nossos corpos, entrelaçados como
    em um nó de marinheiro ao retornar
    de um prostíbulo.

    Com sede fomos ao pote, renascendo
    a cada gemido, em cada gota de suor.

    Tanta força e tanta paixão, no entanto
    um reflexo nos despertou.

    O nosso espelho, um fim e um
    recomeço!
 

Viral

    Sentidos aflorados...
    Olhos cegos!

    Pulsa no peito algo improvável,
    platônico e fugaz.

    Um paralelo de denominações
    variadas e um só sentido, sentimento.

    Qual?

  - Amor...
  - Paixão...
  - Dor...

    Extremo querer, transfigurado em
    olhos marejados.

    Um vírus , devaneio poético de algo
    palpável e abstrato, pulsação
    esquizofrênica!

    Sentimento antiquado de forte
    repercussão, idolatrado e mundano.

    Vagabundo talvez, jogado à sarjeta,
    por tantos casais.

    Será?

    Sentidos aflorados...
    Olhos cegos...
    Piegas...

    Não!

    O amor e suas formas, jamais será
    piegas e sim: Viral!
   
 
     

 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Lembranças

    Amargas lembranças, sem gosto
    e sem razão.

    Névoa escura, lua negra!

    Espelho sem alma, sem corpo e
    sem vida.

    Um vazio, obscuro, oco de amorfa
    sensação.

    Pedra torcida, jogada ao léu!

    Um obstáculo, barreira intransponível.

    Sofrimento, que já não faz sentido!

Hoje Ontem e Sempre

    Batendo as asas do passado que
    agora encontra-se completo, hoje
    o ontem e o sempre, estiveram ao
    lado da figura eterna da sua evolução.

    Estive perante várias experiências,
    cósmicas e fluídicas.

    Ó Jesus, que tudo vê!

    Mostre a luz ao cego que não quer
    ver, que o agora é a hora de buscar
    novos horizontes, cuja forma não
    virá em bandeja de prata!

    Permita que o surdo ignorante não
    perca tempo, e possa cantar a seus
    próprios ouvidos, a melodia do
    canhão adormecido.

    Erguei o deficiente de sua prisão,
    mostrando-lhe o quão belo é o
    caminhar junto a ti!

    E quando isso acontecer, a parva
    humanidade, deixará a escuridão
    parcial.

    O sempre da paz principiar, com
    luz e robustez!

    Em um milênio sintônico, aos
    cuidados de vossas mãos!

   
   
   

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Exílio

    A fragrância do perfume ficou distante
    de mim.

    A voz ao telefone, mais deturpada que
    roxinol ao cantar.

    O exílio de mi alma trancafiada no
    quarto, conclama o medo de te
    perder.

    A noiva amada e tão esperada, chegou
    acompanhada dos ventos do Centro
    Oeste, porém suave como brisa
    marítima...

    Duas crianças unirão-se no amor,
    em uma aliança perfeita e
    inquebrantável.

    Calúnias foram ditas, uma tentativa
    frenética e sórdida de deter a marcha
    do jovem casal.

    O exílio, inevitável um refúgio para
    sanar as feridas e fazer de ouvidos
    mocos à tanta maledicência.

    Na distância tão próxima, somente
    poucas léguas à separar o joio do 
    trigo e a noiva do noivo!

    Mas a verdade tarda e não falha,
    desanuviando todos os males.

    Os noivos se reencontram, unidos
    sem farsas, mentiras ou calúnias.

    O amor prevaleceu, o exílio findou e
    juntos seguiram a sua jornada.

    Um paradeiro desconhecido mas
    em branco, onde a estória ainda
    há de ser escrita!

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Entrelinhas

   Quem sou eu para afirmar que o
    tempo passou desapercebido.

    Estando aqui em um regresso depois
    de tanto, tanto tempo!

    Os hábitos nobres, o linguajar distinto
    de chefes saxônicos.

    Não serei eu totalmente leigo na arte
    da reencarnação?

    Nas entrelinhas das vidas uma
    certeza, um encontro ou um reencontro
    eviterno.

    Presente se faz ao som de um velho
    sussurro,  que acompanha a alma
    etérea.

    A história mostrou as entrelinhas da
    ciência, dando margens as nossas
    essências imortais.

    Afoguemonos então, no mar da
    insegurança científica.

    Mostremos a paz do outro lado da
    extensa ponte.

    Pois, já que juramos uma eterna
    parceria além da matéria, busquemos
    nos encontrar!

O Menino

    E caminha o menino, com sua
    mochilinha nas costas, no alge
    dos seus onze anos.

    Um trajeto simples, de casa para a
    escola e da escola para casa!

    Durante este percurso sonha com o
    futuro, e entre conversar com os
    coleguinhas, sorri puramente pois
    a maldade, ainda não batera em seu
    coração.

    A cada tanto, uma parada sob a
    sombra de uma das árvores retorcidas
    do cerrado.

    E com alegria infantil, joga bafo na
    calçada, uma brincadeira de criança
    obrigatória, após a sabatina diaria.

    Um ritual mas que não tarda em
    acabar, pois sempre perde rápido
    suas figurinhas.

    Conformado segue seu caminho,
    portando a mochilinha.

    Com passadas largas e pernas finas,
    acelera o passo pois já é tarde, mamãe
    pode brigar!

    E caminha o menino com sua
    mochilinha nas costas, no auge dos
    seus onze anos!

    Feliz, batendo pernas para cima e
    para baixo, neste trajeto de sonhos
    e brincadeiras.

   

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Pseudônimo Amor

    Acorda!
  
    Veja quão bela é a ternura que te
    rodeia, sem preço e sem medidas.

    Desperta!

    Não é um sonho, e sim a oportunidade
    de voltar a querer algo que complete a
    tênue existência de nossas vidas.

    Es para ti mulher que me reporto com
    este alerta, pois o alvorecer não tarda
    a surgir, preguiçoso mas austero.

    Já é hora de deixar de lado o
    ostracismo, as dúvidas e os medos.

    Já é hora de agir, conforme o impulso
    do coração, mesmo este estando
    petrificado.

    A  espera é longa, árdua de sabor
    amargo.

    Uma infinita paciência, com uma senha
    na mão à aguardar a chamada.

    Menina, sejamos adultos, afinal
    notório é o carinho!

    Já basta, por quê sofrer?

    Somente um passo, um passo teu e
    poderemos ser felizes.

    Uma palavra, um abraço um
    pseudônimo:

    Amor!

Sinfonia Poética

    Subindo os acordes da minha
    melodia, encontrei uma clave de
    sol e um dó bemol.

    Mantendo o som dos violinos, agreguei
    o doce piano e os acordes fizeram-se
    ainda mais delicados.

    Na partitura o desenho tornou-se,
    poeticamente legível, e então pude
    ver que a orquestra tocava o meu
    poema...

   Uma deliciosa valsa meus ouvidos
   puderam deleitar.

   De repente vi que não se tratava de
   apenas uma valsa.

   Mas, então do que se tratava?

   Uma sinfonia, zumbiram as abelhas!

   E no íntimo do meu ego a alma gritou:

- É para ti!

   Decadente o cérebro retrucou:

- Para nós, minha querida!

O Reencontro Milenar

    As profecias mais doces, foram
    as palavras que exalastes dos teus
    lábios de framboesa!

    Quem se não o pobre tambor da
    solidão, pode decodificar tão doce
    passagem.

    As mais doces das doces palavras,
    que inúmeras vezes vieram enfeitar
    o acordeon, que tocava um conhecido
    tango.

    O crepúsculo do dia, tornou-se um
    caramelo que de tão dourado, derreteu
    ao escutar os risos!

    A formosura do teu ser sereno, as
    miudesas das palavras proferidas.

    O grito que ecoa do peito, para o
    anfiteatro da saudade.

    Quero nestes versos, poder dizer tão
    disfarçadamente, o orgulho que tenho
    em gostar verdadeiramente de você.

    O diminutivo dos diminutivos da
    palavra saudade, agigantou-se, que
    o estrilo de amor ouviu-se no
    hemisfério sul.

    E duradouro como um diamante, um
    minuto de sensatez!

    Quanta dor há em não ser
    correspondido...

    Os anos passam e ao regressar a ilha
    bela, o reencontro.

    E hoje, como quem adivinha o futuro,
    antevejo a harmonia eterna de um par.

    A nossa volta, pequenos pontos de
    luzes à clamar os nossos cuidados.

    E como foi profetizado ontem, a mais
    doce palavra, realizou-se.

    Uma união de dois seres!

    Um reencontro milenar!

  

Bistrô Harmonia

    Sentado à mesa daquele bistrozinho,
    a vida parecia parar, como se alguma
    força alienígena pairasse sobre
    aquelas quatro paredes,
    semi-circulares.

    Porém não era nada incomum aquela
    força, na verdade a força dava-se
    atrás do balcão, com aqueles que ali
    viviam.

    Gente como a gente, que sofre e ama
    em uma força descabivel, passional.

    Durante as doze horas de magia,
    brincavam com a vida, como se ela
    fosse a massa de pizza que ali se
    assava.

    Entre conflitos, brigas e muita paixão
    verdadeiramente latina, aquela 
    família, dissolvia prantos e dores.

    Mudando a vida de quem adentrava
    as portas do bistrô harmonia!

    Sentado à mesa daquele bistrozinho,
    a alquimia do amor, retumbava nos
    ouvidos, aflorando na pele uma paz.

    Chegara a hora de fechar, mas com
    certeza amanhã, essa química se
    repetirá!

Equívocos

    Sequer pude ver o teu rosto.
    Sequer pude tocar a tua pele.

    Então, responda-me:
    Onde foi que errei?

    A bofetada sem sentido, tomou uma
    proporção tão estúpida, que não
    contive a gargalhada!

    Logo após, observei o seu regresso
    ao cruzar o salão.

    Queria eu ter uma máscara, ou um
    pilar onde esconder!

    Porém não me esmurraste, na verdade
    quase me sufocas com teus lábios.

    Quem eres?

    De fato, uma surpresa uma revelação.

    Eras tu oh Rosa, a mais bela flor que
    vira crescer.

    Tchau, sussurrou em meu ouvido,
    partiu pela porta da manhã.

    Nunca mais a  vi...
    Foi um sonho?

    Ou será que não...

domingo, 15 de janeiro de 2017

Meu Lar

   
    Então, amanhece em nossos lares.
   
    O desafio do despertar, mais uma vez
    se faz eminente.

    A diferença é que já não vamos nos
    encontrar.

    O destino em sua vasta sabedoria,
    nos quis afastar.

    Te digo, há algo a descobrir nas
    geladas terras dos seres prático e
    apáticos!

    Mas que vontade de correr, abraçar
    os velhos amigos, os conhecidos de
    todos os momentos.

    E então, anoitece em nossos lares.
    O dia, cheio de surpresas, novas
    iguarias e delícias.

    Mas sempre aquela sensação
    permanente late no peito, explode.

    O Pátria amada, idolatrada, salve,
    salve...

    Um novo desafio apresenta-se,
    aborrecido.

    Dormir, e sonhar pois só me resta
    sonhar.

    Um regresso,  rever vovô e vovó,  os
    parentes queridos.

    Falar a vontade, pois todos irão
    entender!

    Sonhar e sonhar, tão feliz com o dia
    de amanhã.

 

Como Vai?

    Amigo estás distante, porém um
    um continente de distância não é
    suficiente para esquecer.

    Sinto a alegria que emanam das
    palavras proferidas.
    O riso alegre, que por uma ou outra
    razão destilavas, todas as manhãs.

    O timbre difônico da tua voz,  marcou
    o nosso último encontro!

    E mesmo eu querendo esquecer, a
    alegria de chamar-te amigo,  não
    permitiria.

    Com a pena e o papel em mãos,
    escrevo nos amplos papiros da história
    moderna,  fim do século vinte!

    E ao entrar no vinte e um, sairemos de
    nossas clausuras.
    Para então,  ver o sol apontar no
    horizonte.

    E rindo, a distância continental acabará
    e lado a lado direi...

    Amigo como vai?

sábado, 14 de janeiro de 2017

Alea Jacta Est

    E tudo começou em um quintal,
    junto a um balcão comprido, lugar
    onde as pessoas brindavam a
    alegria.

    Não foi a  primeira vista, mas na
    segunda um rebuliço de emoções.

    Risos, reciprocidade um caloroso
    encontro secular de almas, a bradar
    a  alegria de por fim se reencontrar.

    Descobertas, muitas prosas, planos
    e ilusões atiradas ao vento.

    Que sonho, um prazer momentâneo,
    imediato a curar feridas, e a dissipar
    a dor da carne.

    E assim ficou, a pairar essas duas
    almas, reencontradas após milênios
    de sono.

    Porém a tragicomédia, foi anunciada!
    Da mesma forma que veio, partiu.

    Uma rusga sem sentido, imaturidade
    adulta de meia idade, veio a separar
    os dois seres predestinados.

    Cessaram os encontros e as prosas
    foram caladas.
    Os versos, emudecidos e os dias
    nublados de ausência inócua!

    O balcão ficou vazio, com uma falta
    tétrica de risos sonoros.

    Do nada, cruzaste a porta do quintal,
    silenciosa e sorrateira.
    Nem uma palavra proferida, muito
    menos um lânguido olhar.

   O quintal se iluminara novamente, ali
   os dois seres estavam, a buscar um
   por que?

    Não tardou, em poucos minutos
    partiu, saindo pela mesma porta que
    entrara.

    E ao sair uma surpresas, um oi seguido
    de um belo sorriso celestial e
    costumeiro.

    Uma palavra e nada mais!

    Saiu, levando consigo, uma eterna
    esperança... amar!

    Consummatum Est?

   

Ao Coração

    Gostaria de poder ver os olhos
    singelos da paz.

    Neste mundo egocêntrico onde o
    irmão mata o próprio irmão.

    O curioso é que desde o princípio
    histórico, tem sido assim!

    Gostaria de entender qual a
    necessidade do poder, já que somos
    todos poderosos.

    O curioso é que sempre foi assim,
    tola a humanidade!

    Porém, nem todos são iguais no
    castelo terráqueo.

    Existe uma fração de amor no peito
    dos ignorantes, e este multiplicou a
    semente.

    Dois mil anos depois, o mundo já não
    está tão escuro.

    E o vermelho vivo dos corações,
    pulsa dentro de cada alma estelar!

   

  

Revolta

    A eterna vontade  regressara,
    os velhos enigmas retornaram a
    ativa, os neurônios adormecidos.

    Entre quatro paredes, a insônia se
    faz presente e meditativa.

    Longínqua terra estrangeira, tu me
    suportas, ou será o inverso?

    Onde estão os amigos?
  - Desvaneceram!
   
    Onde estão nossos cânticos?
  - Sumiram!

    Quão tolo é o homem, nunca está
    feliz em seu lar.

    Sábios eram os índios, viver para
    amar e não questionar...

    Ser ou não ser?
    Que importa?

    Esse é o passo de tão sábia evolução.

Menino

    Hoje voltei a sentir aquele menino,
    que sonhava com um mundo ideal.

    Hoje, senti algo a pairar entre os vãos
    dos meus dedos.

    Na verdade é que me senti livre, como
    a muito não sentia.

    Um golfar de ar, expelido pelos
    pulmões, um brado de socorro
    e paz!

    Um grito de esperança, a ecoar em
    todos os rincões do mundo.

    Nada estranho, somente o meu eu,
    mi alma a recobrar os sentidos.

    Quais?

    Viver e amar a vida, escrever sem
    limites, como antes.

    Deixar-se dominar pelos sentidos e
    voar, voar... com a alma, com o
    pensamento e com o amor.

    Hoje eu voltei, voltei a ser aquele
    menino...

    Saudades, alívio e paz!
  

Desculpe


    Só sei que falhei na eterna missão
    de estar.
   
    E nem se fale nas raivas que te fiz
    passar!

    Tantas chamadas noturnas fiz ao
    teu lar, tentando me justificar.

    Desculpe por não estar!
    Pois minha impotência tornou-se
    inútil perante ao amor, o teu amor.

    Só sei que falhei no singelo jogo
    do par, onde o ímpar da minha
    ausência, precedeu ao meu ser
    enigmático.

    Desculpe!  Porém, sinto a falta do
    teu rosto, cuja forma me encanta.

    E esse seu jeito tão gostoso de
    brincar com o irreal.

    Sem falar dos teu conselhos, que são
    um despertar e neste vasto pot-pourri
    o acordar ao teu lado.

    Com quem mais desejaria estar, se não
    contigo, formosa virtude!

    Mas minha deficiente vontade não
    basta, pois paixão pede passagem.

    Cláudinha, desculpe, não foi por querer,
    só sou um lunático um tanto tolo e
    muito, muito apaixonado!

Pensamento Colibri

    A lógica do momento não era assim
    tão sábia e os colibris éramos nós.

    O vento junto ao mar refrescante e o
    impacto da noite solitária.

    Um pensamento dormia e o outro
    buscava a sua via.

    Que via?
    A lógica afirmou:
-  União, via de pensamentos!

    E a ideia tornou-se clara,  colibris
    adormecidos na vergonha do teu ser
    incrédulo!

Horizonte

    Sentado em frente ao horizonte que
    não têm mais fim, imagino a sua
    silhueta.

    Pura, delicada, um anjo de cabelos
    negros e sorriso enigmático.

    De voz aveludada a retumbar
    todavia, em meus ouvidos palavras
    açucaradas, tal qual você formiguinha.

    A essência do perfume, a profundidade
    dos teus olhos, seguem latentes em
    minha memória.

    Me encantas-te, desde os teus
    primeiros passos, vestida de vermelho
    a desfilar em minha frente.

    Ou de azul, na despedida do dia
    seguinte, um pouco antes da tua
    partida.

    Sentado em frente ao horizonte que
    não tem mais fim, aguardo
    ansiosamente o momento de nos
    reencontrar.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Abril

    Como nas águas de março, abril
    ganhou um novo tom.

    Mês de tantas descobertas!

    Rio, lua ou luar sobre o rio, quebrando
    nas margens plácidas do coração.

    Medo de tentar ser feliz, com tantas
    irregularidades?

    Você é a mulher!
    E eu?
    O homem, ou teu sonho incompleto.

    Canta um Blues, toca o teu trompete
    Louis.
    Chora gaita de boca, junto ao saxofone
    grave de nossas existências.

    Abril, quem te abriu?

    Não, não abrirei mais as portas do
    meu teto, onde a tua morada é linda
    e segura.

    E como no outono, as folhas caíram e
    caíram....
   
    E com elas os nossos preconceitos!

   
  

Travessia Milenar


    E os medos foram descobertos,
    e a interrogação transformou-se
    em uma afirmação doentia!

    Como aquelas que tentamos esquecer,
    porém está marcado a ferro e fogo, em
    nosso íntimo, na alma e no coração.

    Não te culpo, e nem condeno, sofro
    calado, mudo e de ouvidos abertos
    para as tuas queixas.

    Que de tão profundas as feridas,
    tornou-se a bandeira do teu ser em
    retrocesso.

    Vencer? Só com a humildade, que no
    passado permanecia intacta para a
    malícia do mundo!

    E eu? Eu te espero, com o mesmo
    amor e carinho, característica que
    perdura na eternidade de nossas
    almas, rompendo as barreiras dos
    milênios.

    Reencontrarmos é muito fácil, somente
    uma palavra e a vontade de lutar nos
    unirá, para que de mãos dadas
    caminhemos pela eternidade.

Distante

    Tão distante de estar certo, tão
    perto do olhar...

   Figurativo modo de viver em retórica
   minimalista.

   Buscar a verdade,  mesmo sendo esta
   oculta, difusa e não agradável.

   Viver, na luta de estar só comigo
   mesmo.

   Feliz, um estranho sentimento a
   transbordar de mi alma.

   Mas quem não é estranho, em frente
   ao espelho da vida, que joga
   diariamente com o destino alheio.

   Destino ao vento, em busca da paz
   nua, como em um sonho distante e
   agradável.

   Tão distante de estar certo?

   Porém, perto muito perto de...

                          Amar!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Bonsai

    Pequena vida, transmutada em
    miudes serena.

    Corpo majestoso, de singela textura
    viva.

    Verdes são tuas dezenas de
    mãozinhas, todas apontadas para
    o infinito, para o céu!

    Teus finos bracinhos, fortemente
    abraçam o ar e o dourado oculto.

    Pequeno poema oriental de tantas,
    tantas ramificações.
    

Odisseia

    A odisseia da vida, baixo o ciclo
    do amor que perdura em nossas
    almas, dilaceradas pelo tempo.

    O oráculo retorna à ativa, com suas
    profecias catatônicas, é renovado
    o ar de Vênus que devolve a harmonia
    perdida.

    O envolucro da guerra é então rompido,
    e os bombons já não contém mais
    sicuta, o néctar deste veneno,banido
    para o lado escuro da lua.

    A paz surge nos corações dos
    namorados e os noivos apaixonados,
    pela formação do ser humano.

    As evidências do passado, enterradas
    esquecidas e a confiança restaurada,
    gole a gole, matando a sede
    paulatinamente.

    Brigas deixadas ao ostracismo, com a
    certeza de não mais vê-las

    E a odisseia foi alterada, e no Jardim
    dos nossos sonhos, o amor proferido
    aos quatro cantos do coração!

  

Livre

    Livre está o caminho, para andar,
    criar e sonhar com uma outra forma de
    vida.

    Que forma?

    Uma forma harmônica, sem guerras
    de nervos, brigas e ciúmes... nem
    pensar!

    Livre está o caminho, para viver os
    sonhos jovens, que um dia já me
    pertenceram.

    Sem espamos emocionais, sem
    desculpas a proporcionar e mentiras
    a contar.

    Livre o caminho, a vida se depara com
    um novo horizonte, virgem e
    imaculado.

    Algo desconhecido e tentador, dá medo
    mas é bom!

    Não necessito  de companhia e tão
    pouco companheira. Por quê?

    Porque, hoje eu me encontrei!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Paradoxo

    Silhuetas ao vento, brisas na sombra.
    Paradoxo poético de uma visão
    distorcida.

    Puramente intelecto, o bom e o mau,
    a eterna luta entre Deus e o Diabo!

    Humana ignorância, crendices
    infundadas, demências patológicas
    de famintos seres por respostas.

    Más  há algo de estranho, e como
    do nada, a maturidade pede passagem.

    Crescer depois de adulto...
    Sensação de liberdade infinita!

    Silhuetas ao vento, a minha e a tua,
    quem eres?

    Não sei, não deu tempo ainda.
    Mesmo depois de tantas juras.

    Brisas na sombra, na minha, na tua
    a espera de um bom senso.

    Um beijo a ser selado, por tão volúpia
    gana de ser feliz.
   

Andando em Frente

    Não sei se seguirei a luta dos homens
    que almejam o conhecimento técnico
    dos burocratas, o seu poder que de
    tempos em tempos, descobrem um
    novo por quê?

    Não sei se quero viver o mesmo que
    todos vivem, uma sociedade
    retrograda onde o certo já foi
    desenhado!

    Gostaria de criar um outro mundo,
    onde a ciência fosse o amor, simples
    para os leigos.

    Que a vida voltasse a ser humilde, no
    marasmo das horas, sem relógios  e
    compromissos.

    Era tão simples no passado, um
    conhecimento tão vago, e a eminência
    do amanhã lenta, que apenas
    sugávamos as horas.

    Ouvíamos o piar dos pássaros, o azul
    do céu ao amanhecer, o canto do galo
    e o mujir de um bovino.

    Somos hoje réus e senhores de um
    novo futuro.

    Um futuro plugado, autômato e rápido.

    Andando em frente, seguiremos a
    descobrir novas curas e novas dores,
    sempre em frente e como em um
    clichê, repetindo velhos ditados e
    velhas arrogâncias.

    Um paradoxo interminável, sem eira
    nem beira!

    Caminhando rumo ao futuro, onde
    a lei é  muito  antiga...

                    Olho por olho!
                   Dente por dente!

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Estrelas Cadentes

    Silenciosos estávamos hoje ao
    ao nos reencontrar.

    A fuga dos olhares e a vergonha
    contida, nos fez retornar a infância.

    De gaio nos tornamos intemerato,
    e então nos observamos, a conversa
    fluiu sem uma palavra se quer.

    Trocamos juras silenciosas, que nem
    mesmo nós conseguimos ouvir.

    Porém o nosso interior, esse sim
    capturou as nossas mensagens.

    E deste silêncio, brotou um sorriso
    sincero.

    Por alguns infinitos segundos, fomos
    arrebatados da multidão.

    Não careciamos mais de nossas
    vozes, e aí o cosmos nos banhou.

    Com uma chuva de estrelas cadentes!

   

O Andarilho

    E a alegria voltou a pairar sobre o
    andarilho, que de tão só já havia
    esquecido o que era o amor.

    A cada viagem, um enigma, a cada
    céu visto em pontos remotos, uma
    estrela desconhecida e a cada brisa
    fria, uma lágrima solitária.

                       Passado!

    Hoje, com suas raízes fincadas em
    terra natal, aquela que tanto o magoou,
    vê um ramalhete de flores e de
    esperança a brotar no Planalto
    seco e árido.

    E a alegria voltou ao coração do
    andarilho, que de tão amargo havia
    esquecido o que era um sorriso
    matinal.

    Hoje, diariamente vem a despertar-se
    com o mais puro e branco sorriso,
    seguido de um bom dia!

    Uma mulher logrou tal façanha, que
    nem mesmo ele um ermitão, pode
    recusar uma pitada de amor.

    Seus nomes? Digamos, o poeta, e o
    dela Cláudia.

    Hoje, já não sou mais um andarilho,
    mas sim planejo uma outra viagem,
    talvez a mais longa de minha carreira.

    Esta viagem? Simples o destino!

    Desvendar todos os cantos de um
    coração que me conquistou.

Primogênita

    Sonhava com um ser como você.
    Sonhava com uma pessoinha,
    que me chamasse de pai.

    A expectativa era grande, no alto
    da minha pseudo maturidade.

    Aos meus vinte e nove anos, quase
    trinta viestes, e a um sigo buscando
    ser o mais maduro.

    Porém o seu olhar calmo e esse
    sorriso ausente de dentes, me
    transformou em um bebê, como você.

    Eres especial, com um toque de
    sapiência, que dantes em outras vidas,
    já fostes mestre no meio de ignorantes
    como eu.

    Sua vinda, um eterno aprendizado,
    sua força um carinho que paira sobre
    as vidas de seus pais.

    Eres a mestre, sua mãe e eu, apenas
    coadjuvantes nesta sua jornada rumo
    ao infinito.

    Yasmin, com orgulho digo as palavras,
    minha filha...

    E sempre serei grato por tudo, eres um
    ser magnífico de luz, que por estas
    paragens viestes, para alegrar e ensinar
    a todos nós.

    Ensinar o que é  o amor, a função de
    ser pai, amar pois o amor é o seu
    nome composto, e este o levarás
    pela eternidade.

   

Bonequinha de Porcelana

    Branquinha como a neve inglesa
    que cai no inverno, passiva e
    tranquila.

    Com um olhar celestial, de menina
    prendada, que não vê a hora de
    crescer em meio a  tantos gigantes.

    Cabelos cacheados de ouro puro,
    moldura perfeita para um rosto
    moldado na mais fina porcelana.

    Bonequinha viva e peralta, que me
    embriaga com o puríssimo amor.

    Fortes são as tuas palavras ao
    telefone, que palpitante o coração
    não sabe o que dizer.

    Outrora diria que só um tolo ignoraria
    a tua beleza.

    Bonequinha de porcelana, ternura
    feminina e séria ao extremo são
    as tuas maiores qualidades!

    Branquinha como a neve inglesa que
    cai no inverno, tímida quase calada,
    me convida para um desafio, cheio
    de descobertas e como dizer que
    não estamos juntos me dói.

    Minha bonequinha, bonequinha de
    porcelana, abracemonos que quero
    sonhar com você.

 

Um Doce Chamado Amor

      Não é  nenhum quitute açucarado,
      mas atraia o deleitar de multidões.

      Nem mesmo a cobiça escapa de
      uma prova inesquecível  do seu
      sabor.

      Não há doce  melhor a ser requentado
      em um peito gelado pela solidão,
      e nem amargas palavras, que
      desmancham  de prazer  ao sentir o
      o seu aroma.

      Uma arte milenar, do tempo da vovó
      faceira, sapeca e de mão cheia.
     
      Receita simples, porém complicada
      de formar com categoria.

      Um homem, uma mulher e uma
      pequena prova de tal maravilha!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Às Escuras

    Há um tempo, em que todos nós
    buscamos uma companhia ideal.

    Há um tempo, em que todo o
    torpor de relações passadas se
    extinguem.

    E assim foi contigo, um encontro as
    escuras, uma indicação familiar.

    Eu e você ansiosos por antecipação,
    falando ao telefone como duas
    crianças, que não vêem a hora de
    sair para brincar.

    E a hora chegou, com uma beleza
    puritana, idêntica a paquera de
    colegial.

    Porém dois adultos ali estavam,
    Cecília e Ricardo, ambos vividos e
    ruborizados com a magia do momento
    ímpar que pelo destino foi
    proporcionado.

    Há muito tempo não sentia esse
    comichão, aquecendo o meu espírito
    e fazendo-me sonhar.

    A tua eloquência de mulher madura,
    a beleza de menina em tua essência,
    penetrou em meu coração,
    roubando-lhe as chaves do emocional.

    Porém um paradoxo nos surpreendeu,
    os teus medos e minha ânsia de ser
    feliz junto a ti, nos uniu e nos afastou.

    A primeira dificuldade já se instalara,
    e como na vida nada é perpétuo,
    perpetuou-se as inseguranças de um
    belo par.
   
    Às escuras ficamos, dúvidas todas as
    possíveis,  e a flor da pele a ânsia de
    entender, de nos entender perdurou
    no cosmos e no território do achismo.

    Mas em meu íntimo um brado não quer
    calar:

    Carpe diem, como se este fora o 
    último!

Fraterno

    Houve um momento, que somente
    era algo corriqueiro, um convívio
    casual.

    Houve um momento, que estar 
    contigo, era algo natural.

    Mas com o passar do tempo, e uma
    grande pressão externa, esse olhar
    mudou.

    O convívio era esporádico, mas o bate-
    papo delicioso!

    De certa forma um amor surgiu, o
    fraternal.

    E como era bom estar ao teu lado,
    um encontro de duas almas amigas
    de longa data.

    Era evidente a luz que emanava de
    de nossas conversas, ao ponto de
    ofuscar os demais ao redor.

    Uma admiração mútua, de amigos, de
    irmãos.

    Amor, sim e por que não?

    Não há nada mais lindo que o amor,
    o amor limpo, sem mácula.

    Um amor fraterno!
   
   
  

Milésimo de Segundo

    Curiosa é  a mente humana, que
    vagueia por tão diferentes estados
    de euforia.

    Curiosa é a mente de uma mulher,
    que de meiga transforma-se na
    pura insegurança.

    Contigo, não poderia ser diferente.

    Inicialmente, a ternura de um
    verdadeiro amor, como aqueles
    narrados  pelos poetas há diversos
    séculos.

    Logo após o medo, o medo de
    envolver-se, o medo de gostar e
    subsequente o medo de perder.

    Curioso é o ser humano, que de tão
    ignorante não percebe que perder é
    algo natural, e que a eternidade é
    relativa, pois um dia vivido  é eterno
    porém efêmero!

    Duradoura é sim, uma gargalhada de
    três segundos, um olhar furtivo,
    buscando a reciprocidade, um beijo
    dado com carinho e um abraço
    apertado de despedida.

    Curioso é que não nos damos conta
    de tão pura beleza, e de quão
    passageira é a vida, e que a eternidade
    é o  hoje, este segundo.

    Este milésimo de segundo!

Irmã Coração

    Com um sorriso você  nasceu,
    de um ventre puro e emocionado.

    Cheia de amor, floresceu aproveitando
    todas as primaveras!

    Irmã coração, que linda estás em sua
    evolução.

    Uma singela beleza, pura que irradia
    a fórmula da paz em forma de
    palavras.

   Chegou para ficar, e quem sabe até
    para me apoiar?

    Minha irmã, que bom te reencontrar,
    no lar que sempre foi o nosso.

    O cosmos, o céu  e todas as suas
    constelações!

Eduardo

      Quem é este ser que  tanto
      me aconselha?

      A ironia do destino o trouxe em
      minha família.

      Que bom que você existe,conselheiro
      irmão!

      Timidez singela, emana do teu rosto,
      hoje já barbado.

      Estás crescendo, ou será que
      estamos e ainda não percebi?

      Tuas sábias palavras relembram
      sempre a nossa infância.

      Meu primo goiano, ou direi irmão!

      Continue  sábio meu amigo, pois
      a noite se aproxima e já não
      estamos só!

      A nossa compania?

      O ser maior, o mesmo que nos
      uniu em laços fraternos.

     

     

domingo, 8 de janeiro de 2017

Dois Segundos

    Hoje consegui tirar do teu belo rosto
    um suave sorriso, em um momento
    que te encontravas pálida de raiva.

    Um segundo e logo ocultas-te na
    cortina do silêncio, teu refúgio
    preferido na hora da dor.

    Mas as amêndoas doces dos teus
    olhos, brilharam com a segurança
    de uma jovem sonhadora.

    Eu? Eu observava entre a luz brilhante,
    e adormeci por dois segundos, em um
    sonho onde a estrela maior era o seu
    famoso sorriso.

    E aqueles dois segundos, tornaram-se
    uma eternidade no mel dos
    teus cabelos, suavemente soltos ao
    vento.

    Por um minuto os anjos tocaram
    as suas harpas, em homenagem ao
    nosso romance telepatico, nada,
    nada parecia romper aqueles dois
    pequeninos segundos.

    Mas suas mãos flertaram sobre as
    minhas em um cumprimento, ou
    talvez um ato de escape, ao medo
    de que estes dois pequenos segundos
    se tornassem mais dois, e logo quatro
    e assim uma vida.

    A verdade é que por dois segundos
    nos unimos baixo a luz do Espírito
    Santo,  e este se transmutou na boca
    de Camila e em seu sorriso, onde pude
    rejuvenescer.

    Hoje consegui tirar não somente um
    um simples sorriso, mas dois
    segundos de paz no seu meigo
    coração !

   

Os Dois Melhores Amigos

   E assim ela finalizou a sua cartinha
   carinhosa!

   - De sua querida amiga, não a melhor
   mas a de sempre!

   Os versos partiram dos meus lábios
   com a mesma força da cartinha
   reanimante.

   Mal sabia ela que a melhor amiga era
   a própria, cuja lição de vida transmitida,
   era a mais pura versão de nossas vidas!

   Porém, veja só que lindo, estando a
   continentes de distância o auxílio
   vinha de ti.

   Não que eu trata-se  de atormentá-la,
   mas a sua voz ao telefone, o riso de
   harmonia e ternura, revivia nossas
   estórias de um passado vivido em
   Brasília.

   A estória de dois seres, os dois
   melhores amigos!
  
  

  

Sequência

      Um, dois e três por quê?
      sequência, sequência  quem
      te criou?

      Os ventos do sul, sei que não
      pois a tragédia abalou a estrutura.

      Eu? Eu me formei nos mares do
      norte, entre ostras e esmeraldas.

      Na sequência mais pura e nobre
      do planeta.

      Dentro de um ventre, desenvolvi a
      mentalidade de um homem.

      Fora dele, me entreguei ao marasmo
      dos seres humanos.

      Sequência, um, dois,três ou três,
      dois, um tanto faz, se no entanto
      estás ao meu lado!

Conquistar

   Falei por uma hora, duas horas e
   até três, mas  nada pude resgatar.

   Escutei o silêncio, não te ouvi em
   seu olhar.

   Somente me recordo das estrelas
   em sua boca, e em meu peito.

   Não me disse nada, nem que sim,
   mas também não disse não.

   De repente algo rompe o silêncio.

                        Me beijas!

  

Prostituiu-Se

   Tudo encontrava-se puramente
   natural em seu invólucro  matinal.

   As cores junto às notas musicais.

   A beleza das formas foi então
   modificada, pelo progresso puramente
   intelectual.

   Ouvem-se os canhões, e duas grandes
   guerras foram travadas.

   Não houve vitória, somente massacre
   de ambos os lados.

   Vieram primaveras e verões, e os
   velhos campos de batalha ficaram
   floridos de tristeza mórbida.

   Hoje passaram-se cinquenta anos do
   término da última hecatombe.

   Os homens já não são os mesmos,
   e as mulheres trazem sequelas em
   seus úteros inférteis.

   As gerações tratam de esquecer,
   porém somos tão loucos, ao ponto
   de buscar uma terceira desgraça?

                  Ricardo Pereira

Bairro sem Nome

   O bairro já estava envelhecido e
   suas casas desbotadas.

   Na janela do passado a recordação
   dos dias de glória.

   As carruagens já não passavam
   nas ruas de paralelepípedo, opaco
   pelo tempo e as lembranças.

   O bairro já estava envelhecido e o
   passado esquecido pelos seus
   moradores.

   Rodiada por oiteiros a vida tranquila
   seguia o seu curso debaixo das
   árvores do bairro sem nome.

   Ocluso do mundo, o bairro já
   envelhecido e sapiente do seu
   isolamento adormeceu.

   E como em Pompéia, os homens
   viraram estátuas!

   Cobertos de cinzas totalmente sem
   vida, a vida retornou.

   Imigrantes, em suas caravanas
   trouxeram seus mocambos.

   E o bairro sem nome reviveu os
   momentos de outrora, e seus
   oiteiros se enfeitaram então para
   a grande festa dominical!

              Ricardo Pereira

  

Adormecido

   De bar em bar aquela figura já
   cansada percorria o caminho
   dos ignorantes sem destino.

   Talvez buscasse o caminho da
   felicidade, ou será que esta ele
   já tinha esquecido abaixo do
   travesseiro da sua cama?

   De bar em bar encontrava diferentes
   pessoas às quais se tornavam
   irrelevantes ao seu pensamento.

   E sua busca seguia entre o dia e
   a noite, pacato como se o mesmo
   já não tivesse mais a sua própria
   personalidade.

   De esquina a esquina conhecia as
   letras da vida oculta e cada vez que
   as lia, tornava -se uma delas.

   E se o pecado é saber não viver,
   este ser inofensivo, porém poderoso,
   era o maior dos pecadores do mundo.

   Se cogitava, a vida era assim? E a
   resposta se apresentara sempre
   amarga no fundo da tulipa!

   De bar em bar, buscava o seu
   verdadeiro eu, e nunca o encontrava.

   A sabedoria ditava as regras do
   jogo quebra-cabeças, e mais ainda
   ele se complicava.

   Dia a dia ele se renovava,
   como bateria no carregador do
   da eternidade.

   Porém uma noite a resposta surgiu,
   no meio de um copo com chá.

   Não foi a luz, e nem um anúncio na
   tv ligada a sua frente.

   Uma flor, uma simples flor desvendou
   o seu enigma.

   E só então  deu-se conta que crescer
   é uma eterna expansão a caminho
   de uma sabedoria, a mesma que nos
   ensinou um homem chamado Jesus,
   e que já havia esquecido.

   De bar em bar as luzes se apagam,
   porem aquela figura já não tão
   cansada, não se encontra mais  dentro
   deles, e em seu quarto ao levantar o
   travesseiro encontrou um raminho
   de arruda é nada mais.

   Então se recordou de sua avó e sua
   mãe,  e de onde havia vindo.

   A sua busca terminou ao lado da cama
   onde sempre havia estado adormecido.

                  Ricardo Pereira

Perdoa-me

   Perdoa- me, fui rápido demais
   atropelando o seu tempo!

   Perdoa-me, não fui capaz de freiar
   e me deter a tempo!

   Mas como deter-se a tamanha beleza,
   que ferida prefere estar só, na jornada
   infinita da vida.

   Rimos e choramos juntos de uma tal
   forma, que um vínculo inquebrantável
   de muito carinho foi criado,
   materializado.

   E mais uma vez te atropelei,
   afugentando o seu espírito já tão
   sofrido.

   Não me culpe a inconsequência é
   inerente ao poeta, que vive
   intensamente.

   Somente  me perdoe, pois a vida é 
   feita de perdão,  principalmente
   quando o erro for causado pelo amor.

                 Ricardo Pereira

A Reunião Elemental

   A brisa soprava levemente durante
   o por do sol ofegante como a luz
   matinal.
  
   O vôo dos pássaros em ziguezague
    constante, desenhava a chegada do
   verão.
  
   A espera de anos melhores é renovada,
   e a agulha no palheiro é então
   encontrada.

   Jovens atentos e ao mesmo tempo
   ansiosos, riem do nada, pois o nada
   é de corpo presente em suas fantasias.

   Estávamos todos ali, a água e sua
   pureza, o ar com a sua leveza, a terra
   e sua evolução e logicamente eu o
   fogo o quarto elemento.

   Simbolizados no trono de Deus, nos
   juntamos na harmonia do cristal
   sagrado, ou direi puro, não talvez
   o quinto elemento.

   Noite e dia o quinto elemento
   outorgava vida à própria vida, carregava
   as pilhas, e os pássaros invisíveis
   atuavam de alguma forma gentil sobre
   os seus visitantes.

   As portas do lugar que nunca se
   fechavam, moradia do quinto elemento,
   doavam a todos a passagem livre
   do ir e vir.

   A brisa soprava lentamente durante
   esta quinta descoberta, e os invisíveis
   pássaros batiam suas asas em direção
   ao Olimpo, de onde descendia uma
   segunda revoada frenética e fluídica.

   Estávamos todos ali, a água, o ar, a
   terra, eu o fogo, o cristal e um sexto
   elemento os pássaros do Olimpo.

   Na espiral da vida socorríamos os
   insocorríveis  e as vezes até
   choravámos!

   O plantão da vida era o mais longo de
   de todos os plantões, e este era o
   nosso trabalho, o trabalho dos seis
   elementos.

   Estávamos todos ali mas ainda faltava
   alguma coisa, talvez um sétimo
   elemento?

   E desde a ponta do cristal o quinto
   elemento não, não era a ponta, era
   mais distante, descendeu um clarão
   que nos revelou o sétimo elemento,
   o próprio clarão,  o criador dos outros
   seis elementos.

   Estávamos todos ali, a água, o ar, a
   terra, eu o fogo, o cristal, os pássaros
   invisíveis e o Criador, para a reunião
   das reuniões!

   O terceiro milênio, a maior união
   de elementos universais!

Um Toque

       Se pudesse descrever a alegria
       da vitória na noite passada.
       Ou se pudesse  narrar aos quatro
       cantos, a felicidade de por fim
       ter logrado que minhas mãos se
       entrelaçassem com as tuas, em
       um balé de dedos cálidos e calmos.

       Diria a todo o mundo, quão tenra
       são tuas digitais, mescladas com
       as minhas em um toque profundo
       que não passa apenas pelos
       indicadores ou dedos médios.
      Mas sim por uma válvula mestre
      chamada coração.

        Se pudesse repetiria uma e outra
        vez o toque mágico de um afago
        roubado e pela eternidade, de mãos
        dadas seguiria junto a ti mulher.

        Tão e simplesmente pelo prazer
        de mostrar a todos o quão especial
        é o nosso amor!

O Coreto de Concreto

    Eram  os anjos, aqueles pequenos
    seres que estavam sobrevoando
    o coreto!
    O nosso coreto, o da praça sem
    número.
   
    A bandinha dominical e os balões
    cheios por helium,embelezavam ainda
    mais  aquele pequeno palco, onde
    a mágica acontecia.

    Eram  os anjos dourados de alegria,   
    que davam vida  àquela construção.

    E o nosso coreto de bancos de
    concreto  viviam horas inesquecíveis,
    como nós.

    Faceira a noite nos cubria com um
    ventinho gelado e o céu, era um céu
    de brigadeiro.

    Debaixo da ponte que nos levava para
    o coreto, os pombos adormeciam,
    e geralmente nós também.

    E os anjos aproveitavam então para
    brincar em nossos sonhos.

    O som das cordas do violão nos
     despertavam , porém os anjos não
     saiam dos nossos sonhos, presentes 
     em olhares intermináveis.

    A brisa suave acariciava os nossos
    braços e de todos os presentes, e
    então sabíamos que era a hora da
    última balada.

    A mais bela de todas as músicas
    era então tocada, com sinos que
    gingavam  de um lado ao outro.

    E os anjos, aqueles pequenos seres,
    felizes já podiam bocejar o prazer do
    dever cumprido  e desde as suas
    nuvens nos viam  deixar o coretinho
    de concreto.

    E uma lacrima  de sono desce desde
    o rosto de um dos anjos, banhando
    o nosso coreto.

    E aquele coreto torna-se a mais bela
    profecia.
    A moradia de todos nós junto a força
    do nosso Messias.

Essências

              Já não falarei mais
              sobre a saudade.
              Minha visão fez-se
              turva perante essa
              cor ofuscante.

              Já não falarei mais
              sobre a distância,
              pois ela jamais existiu.

              Já não falarei mais
              sobre insegurança,
              pois inseguro estou.

              Já não falarei mais
              sobre nós que, dia a dia
              sentimos a ânsia renovadora
              e o ectoplasma juvenil.

              Falarei sim! Das coisas
              lindas do universo.
              Como a flor, o espinho e
              da criança em formação
              no ventre da mãe que
              embala e ampara as criaturas.

              Falarei sim! Da luz que
              corre em nossos corpos,
              e nos dá a pureza ďágua.

              Falarei sim! Dos pais, pois
              todo dia é dia de ser pai e
              e todo dia é dia de ser filho.

              Semearei a boa vontade,
              e dela colherei o fruto da
              paz universal.

             Abrirei as portas dos jardins
             onde brincam os humildes.

             E então olharei para o céu,
             e  desde lá cairá a chuva do
             pranto da paz

                       Ricardo Pereira