quarta-feira, 1 de março de 2017

Descontruir e Construir

    De caco em caco, de grão em grão.

    Do pó ao pó e da verdade, somente
    a veracidade.

    Dia a dia, noite pós noite, flagelo
    destemido a sobrevoar a alma!

    Saudade irrefutável, tétrica melodia,
    melancólica falta de olhares.

    De caco a caco, de sonho em sonho,
    saltitar, perseverar.

    Amar, palpável ou dúvida inseparável?
    Amor, um fato ou enfadonha
    esperança?

    Cruzar os olhares, sorrisos amarelos
    pós turbilhão emocional, irracional.

    Crianças a brincar com o perigo,
    com o delírio!

    Do pó ao pó e da verdade, somente
    nós.
   
    A buscar, a perdoar, a sanar corações...
    A ludibriar o passado, a evocar um
    começo.

  - Real...
  - Tangível...

    De caco a caco e do pó ao pó!

    Carinho, verdadeiro caminho...
    Sorrindo, infante sentimento.

    Renasceu, brotou!

    Do pó ao corpo, e da verdade , nós
    a caminhar.

    Furtiva visão, delírio e emoção...
    Mãos, braços e pele...

    Do caco a reconstrução!

    E da vida o sorver feliz...
    Realidade, eterna...

    Eterna realidade!

   

Ex Corde

    De coração a emoção, retaliação,
    indulgência e sapiência.

    Dúbia essência, turva a aparência.

    De coração a renovação, solidão
    acompanhada.

    Estereotipada face interna, oclusa
    forma de amar.

    Insana e agradável, amar e
    simplesmente amar!

    De coração...
    Ex Corde!

    Pelos séculos dos séculos...
    In Saecula Saeculorum!

    De coração a esperar, reclamar tua
    falta, chorar.

    Aguardar, refutar, acalentar
    prazerosamente a falta do par, do
    estar  e clamar.

    De coração...
    De ilusão...

    Simples emoção!