segunda-feira, 28 de maio de 2018

Levanta-te

    Descobertas flamejantes, de fugazes
    intereces.
    Disposta e indigesta, coloquial forma
    amorfa de sentimentos.

    Um medo absurdo de ver, uma
    telemetria distorcida, do andar
    para frente.   

    Pânico do reagir, insegura forma,
    fórmula para não sofrer.

    Sofrida alma, de coração partido.
    Sofrido ser, quê cego não vê
    um horizonte além do oceano da
    dor.

    Transmute o pobre criatura...
    Sinta a brisa do novo...

    Recoloque a coloquial calma do
    despertar da bela aurora borial .
    Recoloque o amor, que engrandece
    o coração.

    Levanta-te,  há muito ainda o que
    viver...

   

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