E tudo começou em um quintal,
junto a um balcão comprido, lugar
onde as pessoas brindavam a
alegria.
Não foi a primeira vista, mas na
segunda um rebuliço de emoções.
Risos, reciprocidade um caloroso
encontro secular de almas, a bradar
a alegria de por fim se reencontrar.
Descobertas, muitas prosas, planos
e ilusões atiradas ao vento.
Que sonho, um prazer momentâneo,
imediato a curar feridas, e a dissipar
a dor da carne.
E assim ficou, a pairar essas duas
almas, reencontradas após milênios
de sono.
Porém a tragicomédia, foi anunciada!
Da mesma forma que veio, partiu.
Uma rusga sem sentido, imaturidade
adulta de meia idade, veio a separar
os dois seres predestinados.
Cessaram os encontros e as prosas
foram caladas.
Os versos, emudecidos e os dias
nublados de ausência inócua!
O balcão ficou vazio, com uma falta
tétrica de risos sonoros.
Do nada, cruzaste a porta do quintal,
silenciosa e sorrateira.
Nem uma palavra proferida, muito
menos um lânguido olhar.
O quintal se iluminara novamente, ali
os dois seres estavam, a buscar um
por que?
Não tardou, em poucos minutos
partiu, saindo pela mesma porta que
entrara.
E ao sair uma surpresas, um oi seguido
de um belo sorriso celestial e
costumeiro.
Uma palavra e nada mais!
Saiu, levando consigo, uma eterna
esperança... amar!
Consummatum Est?
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