sábado, 14 de janeiro de 2017

Alea Jacta Est

    E tudo começou em um quintal,
    junto a um balcão comprido, lugar
    onde as pessoas brindavam a
    alegria.

    Não foi a  primeira vista, mas na
    segunda um rebuliço de emoções.

    Risos, reciprocidade um caloroso
    encontro secular de almas, a bradar
    a  alegria de por fim se reencontrar.

    Descobertas, muitas prosas, planos
    e ilusões atiradas ao vento.

    Que sonho, um prazer momentâneo,
    imediato a curar feridas, e a dissipar
    a dor da carne.

    E assim ficou, a pairar essas duas
    almas, reencontradas após milênios
    de sono.

    Porém a tragicomédia, foi anunciada!
    Da mesma forma que veio, partiu.

    Uma rusga sem sentido, imaturidade
    adulta de meia idade, veio a separar
    os dois seres predestinados.

    Cessaram os encontros e as prosas
    foram caladas.
    Os versos, emudecidos e os dias
    nublados de ausência inócua!

    O balcão ficou vazio, com uma falta
    tétrica de risos sonoros.

    Do nada, cruzaste a porta do quintal,
    silenciosa e sorrateira.
    Nem uma palavra proferida, muito
    menos um lânguido olhar.

   O quintal se iluminara novamente, ali
   os dois seres estavam, a buscar um
   por que?

    Não tardou, em poucos minutos
    partiu, saindo pela mesma porta que
    entrara.

    E ao sair uma surpresas, um oi seguido
    de um belo sorriso celestial e
    costumeiro.

    Uma palavra e nada mais!

    Saiu, levando consigo, uma eterna
    esperança... amar!

    Consummatum Est?

   

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