Há um tempo, em que todos nós
buscamos uma companhia ideal.
Há um tempo, em que todo o
torpor de relações passadas se
extinguem.
E assim foi contigo, um encontro as
escuras, uma indicação familiar.
Eu e você ansiosos por antecipação,
falando ao telefone como duas
crianças, que não vêem a hora de
sair para brincar.
E a hora chegou, com uma beleza
puritana, idêntica a paquera de
colegial.
Porém dois adultos ali estavam,
Cecília e Ricardo, ambos vividos e
ruborizados com a magia do momento
ímpar que pelo destino foi
proporcionado.
Há muito tempo não sentia esse
comichão, aquecendo o meu espírito
e fazendo-me sonhar.
A tua eloquência de mulher madura,
a beleza de menina em tua essência,
penetrou em meu coração,
roubando-lhe as chaves do emocional.
Porém um paradoxo nos surpreendeu,
os teus medos e minha ânsia de ser
feliz junto a ti, nos uniu e nos afastou.
A primeira dificuldade já se instalara,
e como na vida nada é perpétuo,
perpetuou-se as inseguranças de um
belo par.
Às escuras ficamos, dúvidas todas as
possíveis, e a flor da pele a ânsia de
entender, de nos entender perdurou
no cosmos e no território do achismo.
Mas em meu íntimo um brado não quer
calar:
Carpe diem, como se este fora o
último!
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