Não sei se seguirei a luta dos homens
que almejam o conhecimento técnico
dos burocratas, o seu poder que de
tempos em tempos, descobrem um
novo por quê?
Não sei se quero viver o mesmo que
todos vivem, uma sociedade
retrograda onde o certo já foi
desenhado!
Gostaria de criar um outro mundo,
onde a ciência fosse o amor, simples
para os leigos.
Que a vida voltasse a ser humilde, no
marasmo das horas, sem relógios e
compromissos.
Era tão simples no passado, um
conhecimento tão vago, e a eminência
do amanhã lenta, que apenas
sugávamos as horas.
Ouvíamos o piar dos pássaros, o azul
do céu ao amanhecer, o canto do galo
e o mujir de um bovino.
Somos hoje réus e senhores de um
novo futuro.
Um futuro plugado, autômato e rápido.
Andando em frente, seguiremos a
descobrir novas curas e novas dores,
sempre em frente e como em um
clichê, repetindo velhos ditados e
velhas arrogâncias.
Um paradoxo interminável, sem eira
nem beira!
Caminhando rumo ao futuro, onde
a lei é muito antiga...
Olho por olho!
Dente por dente!
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