O bairro já estava envelhecido e
suas casas desbotadas.
Na janela do passado a recordação
dos dias de glória.
As carruagens já não passavam
nas ruas de paralelepípedo, opaco
pelo tempo e as lembranças.
O bairro já estava envelhecido e o
passado esquecido pelos seus
moradores.
Rodiada por oiteiros a vida tranquila
seguia o seu curso debaixo das
árvores do bairro sem nome.
Ocluso do mundo, o bairro já
envelhecido e sapiente do seu
isolamento adormeceu.
E como em Pompéia, os homens
viraram estátuas!
Cobertos de cinzas totalmente sem
vida, a vida retornou.
Imigrantes, em suas caravanas
trouxeram seus mocambos.
E o bairro sem nome reviveu os
momentos de outrora, e seus
oiteiros se enfeitaram então para
a grande festa dominical!
Ricardo Pereira
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