domingo, 8 de janeiro de 2017

Perdoa-me

   Perdoa- me, fui rápido demais
   atropelando o seu tempo!

   Perdoa-me, não fui capaz de freiar
   e me deter a tempo!

   Mas como deter-se a tamanha beleza,
   que ferida prefere estar só, na jornada
   infinita da vida.

   Rimos e choramos juntos de uma tal
   forma, que um vínculo inquebrantável
   de muito carinho foi criado,
   materializado.

   E mais uma vez te atropelei,
   afugentando o seu espírito já tão
   sofrido.

   Não me culpe a inconsequência é
   inerente ao poeta, que vive
   intensamente.

   Somente  me perdoe, pois a vida é 
   feita de perdão,  principalmente
   quando o erro for causado pelo amor.

                 Ricardo Pereira

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