Hoje voltei a sentir aquele menino,
que sonhava com um mundo ideal.
Hoje, senti algo a pairar entre os vãos
dos meus dedos.
Na verdade é que me senti livre, como
a muito não sentia.
Um golfar de ar, expelido pelos
pulmões, um brado de socorro
e paz!
Um grito de esperança, a ecoar em
todos os rincões do mundo.
Nada estranho, somente o meu eu,
mi alma a recobrar os sentidos.
Quais?
Viver e amar a vida, escrever sem
limites, como antes.
Deixar-se dominar pelos sentidos e
voar, voar... com a alma, com o
pensamento e com o amor.
Hoje eu voltei, voltei a ser aquele
menino...
Saudades, alívio e paz!
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