A brisa soprava levemente durante
o por do sol ofegante como a luz
matinal.
O vôo dos pássaros em ziguezague
constante, desenhava a chegada do
verão.
A espera de anos melhores é renovada,
e a agulha no palheiro é então
encontrada.
Jovens atentos e ao mesmo tempo
ansiosos, riem do nada, pois o nada
é de corpo presente em suas fantasias.
Estávamos todos ali, a água e sua
pureza, o ar com a sua leveza, a terra
e sua evolução e logicamente eu o
fogo o quarto elemento.
Simbolizados no trono de Deus, nos
juntamos na harmonia do cristal
sagrado, ou direi puro, não talvez
o quinto elemento.
Noite e dia o quinto elemento
outorgava vida à própria vida, carregava
as pilhas, e os pássaros invisíveis
atuavam de alguma forma gentil sobre
os seus visitantes.
As portas do lugar que nunca se
fechavam, moradia do quinto elemento,
doavam a todos a passagem livre
do ir e vir.
A brisa soprava lentamente durante
esta quinta descoberta, e os invisíveis
pássaros batiam suas asas em direção
ao Olimpo, de onde descendia uma
segunda revoada frenética e fluídica.
Estávamos todos ali, a água, o ar, a
terra, eu o fogo, o cristal e um sexto
elemento os pássaros do Olimpo.
Na espiral da vida socorríamos os
insocorríveis e as vezes até
choravámos!
O plantão da vida era o mais longo de
de todos os plantões, e este era o
nosso trabalho, o trabalho dos seis
elementos.
Estávamos todos ali mas ainda faltava
alguma coisa, talvez um sétimo
elemento?
E desde a ponta do cristal o quinto
elemento não, não era a ponta, era
mais distante, descendeu um clarão
que nos revelou o sétimo elemento,
o próprio clarão, o criador dos outros
seis elementos.
Estávamos todos ali, a água, o ar, a
terra, eu o fogo, o cristal, os pássaros
invisíveis e o Criador, para a reunião
das reuniões!
O terceiro milênio, a maior união
de elementos universais!
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