sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Renascer

    Gritos selvagens no escuro, a dor
    da morte?

    Asneira!

    Um pranto alegre, vivo se instalou
    em um ventre impoluto.

    Faceiro, com a vivacidade da jovem
    a esperar!

    Renascer,  aprendizado ou mórbida
    inutilidade?

    Pensamento difuso...

    Besteira!

    Durou como tarda o chegar da
    primavera.

    Em cores alegres, multicores de
    tentações alopradas.

    O vício de rir do platônico,
    repetidamente a fluir dos nossos
    lábios.

    Os olhares libidinosos, em desejos
    obscenos.

    Nossos corpos, entrelaçados como
    em um nó de marinheiro ao retornar
    de um prostíbulo.

    Com sede fomos ao pote, renascendo
    a cada gemido, em cada gota de suor.

    Tanta força e tanta paixão, no entanto
    um reflexo nos despertou.

    O nosso espelho, um fim e um
    recomeço!
 

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