As profecias mais doces, foram
as palavras que exalastes dos teus
lábios de framboesa!
Quem se não o pobre tambor da
solidão, pode decodificar tão doce
passagem.
As mais doces das doces palavras,
que inúmeras vezes vieram enfeitar
o acordeon, que tocava um conhecido
tango.
O crepúsculo do dia, tornou-se um
caramelo que de tão dourado, derreteu
ao escutar os risos!
A formosura do teu ser sereno, as
miudesas das palavras proferidas.
O grito que ecoa do peito, para o
anfiteatro da saudade.
Quero nestes versos, poder dizer tão
disfarçadamente, o orgulho que tenho
em gostar verdadeiramente de você.
O diminutivo dos diminutivos da
palavra saudade, agigantou-se, que
o estrilo de amor ouviu-se no
hemisfério sul.
E duradouro como um diamante, um
minuto de sensatez!
Quanta dor há em não ser
correspondido...
Os anos passam e ao regressar a ilha
bela, o reencontro.
E hoje, como quem adivinha o futuro,
antevejo a harmonia eterna de um par.
A nossa volta, pequenos pontos de
luzes à clamar os nossos cuidados.
E como foi profetizado ontem, a mais
doce palavra, realizou-se.
Uma união de dois seres!
Um reencontro milenar!
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