E a alegria voltou a pairar sobre o
andarilho, que de tão só já havia
esquecido o que era o amor.
A cada viagem, um enigma, a cada
céu visto em pontos remotos, uma
estrela desconhecida e a cada brisa
fria, uma lágrima solitária.
Passado!
Hoje, com suas raízes fincadas em
terra natal, aquela que tanto o magoou,
vê um ramalhete de flores e de
esperança a brotar no Planalto
seco e árido.
E a alegria voltou ao coração do
andarilho, que de tão amargo havia
esquecido o que era um sorriso
matinal.
Hoje, diariamente vem a despertar-se
com o mais puro e branco sorriso,
seguido de um bom dia!
Uma mulher logrou tal façanha, que
nem mesmo ele um ermitão, pode
recusar uma pitada de amor.
Seus nomes? Digamos, o poeta, e o
dela Cláudia.
Hoje, já não sou mais um andarilho,
mas sim planejo uma outra viagem,
talvez a mais longa de minha carreira.
Esta viagem? Simples o destino!
Desvendar todos os cantos de um
coração que me conquistou.
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