terça-feira, 10 de janeiro de 2017

O Andarilho

    E a alegria voltou a pairar sobre o
    andarilho, que de tão só já havia
    esquecido o que era o amor.

    A cada viagem, um enigma, a cada
    céu visto em pontos remotos, uma
    estrela desconhecida e a cada brisa
    fria, uma lágrima solitária.

                       Passado!

    Hoje, com suas raízes fincadas em
    terra natal, aquela que tanto o magoou,
    vê um ramalhete de flores e de
    esperança a brotar no Planalto
    seco e árido.

    E a alegria voltou ao coração do
    andarilho, que de tão amargo havia
    esquecido o que era um sorriso
    matinal.

    Hoje, diariamente vem a despertar-se
    com o mais puro e branco sorriso,
    seguido de um bom dia!

    Uma mulher logrou tal façanha, que
    nem mesmo ele um ermitão, pode
    recusar uma pitada de amor.

    Seus nomes? Digamos, o poeta, e o
    dela Cláudia.

    Hoje, já não sou mais um andarilho,
    mas sim planejo uma outra viagem,
    talvez a mais longa de minha carreira.

    Esta viagem? Simples o destino!

    Desvendar todos os cantos de um
    coração que me conquistou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário