sábado, 14 de janeiro de 2017

Desculpe


    Só sei que falhei na eterna missão
    de estar.
   
    E nem se fale nas raivas que te fiz
    passar!

    Tantas chamadas noturnas fiz ao
    teu lar, tentando me justificar.

    Desculpe por não estar!
    Pois minha impotência tornou-se
    inútil perante ao amor, o teu amor.

    Só sei que falhei no singelo jogo
    do par, onde o ímpar da minha
    ausência, precedeu ao meu ser
    enigmático.

    Desculpe!  Porém, sinto a falta do
    teu rosto, cuja forma me encanta.

    E esse seu jeito tão gostoso de
    brincar com o irreal.

    Sem falar dos teu conselhos, que são
    um despertar e neste vasto pot-pourri
    o acordar ao teu lado.

    Com quem mais desejaria estar, se não
    contigo, formosa virtude!

    Mas minha deficiente vontade não
    basta, pois paixão pede passagem.

    Cláudinha, desculpe, não foi por querer,
    só sou um lunático um tanto tolo e
    muito, muito apaixonado!

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