Só sei que falhei na eterna missão
de estar.
E nem se fale nas raivas que te fiz
passar!
Tantas chamadas noturnas fiz ao
teu lar, tentando me justificar.
Desculpe por não estar!
Pois minha impotência tornou-se
inútil perante ao amor, o teu amor.
Só sei que falhei no singelo jogo
do par, onde o ímpar da minha
ausência, precedeu ao meu ser
enigmático.
Desculpe! Porém, sinto a falta do
teu rosto, cuja forma me encanta.
E esse seu jeito tão gostoso de
brincar com o irreal.
Sem falar dos teu conselhos, que são
um despertar e neste vasto pot-pourri
o acordar ao teu lado.
Com quem mais desejaria estar, se não
contigo, formosa virtude!
Mas minha deficiente vontade não
basta, pois paixão pede passagem.
Cláudinha, desculpe, não foi por querer,
só sou um lunático um tanto tolo e
muito, muito apaixonado!
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