quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Exílio

    A fragrância do perfume ficou distante
    de mim.

    A voz ao telefone, mais deturpada que
    roxinol ao cantar.

    O exílio de mi alma trancafiada no
    quarto, conclama o medo de te
    perder.

    A noiva amada e tão esperada, chegou
    acompanhada dos ventos do Centro
    Oeste, porém suave como brisa
    marítima...

    Duas crianças unirão-se no amor,
    em uma aliança perfeita e
    inquebrantável.

    Calúnias foram ditas, uma tentativa
    frenética e sórdida de deter a marcha
    do jovem casal.

    O exílio, inevitável um refúgio para
    sanar as feridas e fazer de ouvidos
    mocos à tanta maledicência.

    Na distância tão próxima, somente
    poucas léguas à separar o joio do 
    trigo e a noiva do noivo!

    Mas a verdade tarda e não falha,
    desanuviando todos os males.

    Os noivos se reencontram, unidos
    sem farsas, mentiras ou calúnias.

    O amor prevaleceu, o exílio findou e
    juntos seguiram a sua jornada.

    Um paradeiro desconhecido mas
    em branco, onde a estória ainda
    há de ser escrita!

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