Sentado em frente ao horizonte que
não têm mais fim, imagino a sua
silhueta.
Pura, delicada, um anjo de cabelos
negros e sorriso enigmático.
De voz aveludada a retumbar
todavia, em meus ouvidos palavras
açucaradas, tal qual você formiguinha.
A essência do perfume, a profundidade
dos teus olhos, seguem latentes em
minha memória.
Me encantas-te, desde os teus
primeiros passos, vestida de vermelho
a desfilar em minha frente.
Ou de azul, na despedida do dia
seguinte, um pouco antes da tua
partida.
Sentado em frente ao horizonte que
não tem mais fim, aguardo
ansiosamente o momento de nos
reencontrar.
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