Era apenas uma esperança
que perdurou na singela casa
do cosmos.
As estrelas eram o envolucro
da essência harmônica da paz.
O ar, doce fragrância imperceptível,
que tantas vezes teve seu ego
ferido.
A flora e a fauna, apenas um jogo
nas mãos dos egocêntricos.
Mas quem eram os malfeitores?
O sol respondeu, durante um eclipse
total...
- O homem, e quem mais?
A lua na sua eterna sabedoria
reclamou ao pai sol.
- Mas nem todos são carrascos!
E a discussão perdurou vários
milênios.
Porém um dia uma criança em
sua singela prece, acalmou o
grande par.
- Oh Pai do Céu, o que sobrará
para nós após a ignorância?
E desde a distância física o sol
se emocionou com aquela pequena
formiga.
Olhou mais uma vez, e lá se
encontrava aquele pequeno ser,
postrado aos pés da cama.
Um pingo de lava brotou nos
olhos do sol.
Mais uma vez questionou
fervorosa aquela criança:
- Poderei eu ver o verde do meu
jardim, depois da consumação?
E aos prantos o ser maior
respondeu:
- Quando chegar esse dia, a flora
e a fauna reinarão a teu lado!
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