domingo, 8 de janeiro de 2017

A Formiguinha

         Era apenas uma esperança
         que perdurou na singela casa
         do cosmos.

         As estrelas eram o envolucro
         da essência harmônica da paz.

         O ar, doce fragrância imperceptível,
         que tantas vezes teve seu ego
         ferido.

         A flora e a fauna, apenas um jogo
         nas mãos dos egocêntricos.
      
         Mas quem eram os malfeitores?

         O sol respondeu, durante um eclipse
         total...
         - O homem, e quem mais?

         A lua na sua eterna sabedoria
         reclamou ao pai sol.
         - Mas nem todos são carrascos!

         E a discussão perdurou vários
         milênios.

         Porém um dia uma criança  em
         sua singela prece, acalmou o
         grande par.

        - Oh Pai do Céu, o que sobrará
         para nós após a ignorância?

        E desde a distância física o sol
        se emocionou com aquela pequena
        formiga.
        Olhou mais uma vez, e lá se
        encontrava aquele pequeno ser,
        postrado aos pés da cama.

        Um pingo de lava brotou nos
        olhos do sol.

         Mais uma vez questionou
         fervorosa aquela criança:
        - Poderei eu ver o verde  do meu
         jardim, depois da consumação?

         E aos prantos o ser maior
         respondeu:

        -  Quando chegar esse dia, a flora
         e a fauna reinarão a teu lado!

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